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Controle da dor: Laserterapia

O LASER (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation - Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação) é utilizado para o alívio da dor, em afecções agudas ou crônicas (ABERGEL, 1987). O laser originou-se da teoria do físico Albert Einstein em 1917, que propôs os princípios físicos no fenomeno laser, ou seja , da emissão estimulada. O fenômeno foi classificado como sendo de alta potência quando tinha potencial destrutivo e de baixa potência, sem potencial destrutivo (VINCK et al., 2003). Para efeitos terapêuticos o laser mais comunmente utilizado é o infravermelho de arseneto de gálio (Ga-As 904nm) ou de gálio-alumínio-arsênio (Ga-Al-As 830nm). Muitos trabalhos são apresentados na intenção de chegar a um consenso sobre intensidade, tempo de exposição e local de aplicação, porém muitos não seguem padrões científicos aceitos para pesquisas clínicas (VENANCIO et al., 2002).

O mecanismo de alívio da dor pela laserterapia ainda não esta totalmente elucidado, porém sabe-se que o laser diminui a velocidade de condução do nervo sensorial, tem ação antiinflamatória local, influência sobre a inervação autônoma e estimula respostas neurohumorais (serotonina, norepinefrina) do trato descendente de inibição. Além disso, estimula direta ou indiretamente a liberação de endorfinas, diminui a síntese de prostaglandinas e a potencialização das bradicininas, evita a redução do limiar de excitabilidade dos receptores da dor, levando ao equilíbrio da condução nervosa (CHENG, 1987).

A ação analgésica esperada pelo laser de baixa intensidade também é evidenciada localmente através da redução da inflamação, que leva a reabsorção de exudatos e eliminação de catabólitos consequentes da fagocitose, que sensibilizariam os receptores dolorosos e favorecem a analgesia (SILVA et al., 1998).

O laser também interfere, portanto, na condução elétrica durante a transmissão do estímulo da dor, mantendo o gradiente iônico, ou seja, mantendo o potencial de membrana e evitando que a mesma se despolarize (SILVA et al., 1998; BRADLEY, 1996).

Artigos mostram que as velocidades de condução nervosa são cerca de 1% mais lentas com aplicação de um laser de He-Ne e 1% mais rápidas com a luz branca (KRAMER e SANDRIN, 1993).

A Laserterapia assim, é indicada para alívio de dor de diversas etiologias, como hérnias de disco, osteoartrose, contraturas musculares, pinçamentos nervosos, dor neuropática, entre outros. O LASER é amplamente utilizado na reabilitação e seu uso deve ser feito por um professional qualificado, que compreenda a dosificação e as ações fisiológicas desencadeadas por agente físico, maximizando seus efeitos.

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