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Crioterapia

O gelo é um dos agentes mais eficazes e recomendados no tratamento de lesões musculoesqueléticas agudas. O objetivo principal é a minimização de sequelas realacionadas à lesão como dor, edema, hemorragia, espasmos musculares e reduzir a injúria secundária.

Após uma lesão primária, há resposta por mecanismos enzimáticos e hipóxia que afeta e lesiona as células sadias ao redor. Esta hipóxia pós traumática é consequência de vários fatores como a hemorragia dos vasos lesionados, alteração da homeostase, diminuição do fluxo sanguíneo, incremento da viscosidade sanguínea local e aumento da pressão extra-vascular. Além disso, o edema pode ocluir pequenos vasos aumentando a área de isquemia e hipóxia. Já os efeitos enzimáticos são ocasionados pela liberação de lisossomos das células lesionadas. Assim, nas primeiras horas após a lesão há um aumento da área total acomentida por consequência da lesão secundária.

O uso da crioterapia em lesões musculo-esqueléticas é eficaz na contenção da lesão secundária. A queda na temperatura local leva à diminuição do metabolismo celular e sua demanda por oxigênio, evitando a isquemia tecidual durante a redução da perfusão capilar e consequentemente reduzindo a lesão secundária. Isso também diminui a destruição de células e a consequente liberação das enzimas lisossômicas, contendo o efeito cascata da lesão inicial no tecido sadio ao redor da lesão.

Nos animais, a crioterapia é de fácil aplicação, sendo que bolsas (sacolas plásticas) com gelo são de fácil acesso. O tempo de aplicação pode durar de 5 até 20 minutos, dependendo da área a ser tratada. Por exemplo, para dígito de um pinscher 5 minutos são suficientes enquanto o joelho de um Labrador podemos chegar aos 20 minutos. Em um dos protocolos recomenda-se para traumas agudos e pós operatórios a crioterapia nas primeiras 72 horas, sendo que nas primeiras 24 horas recomenda-se a crioterapia a cada 4 horas. Intervalos de menores também podem ser recomendados respeitando-se o mínimo de 1 hora entre as aplicações. É importante ressaltar que lesões de coluna não se recomenda a crioterapia, assim como queimaduras e lesões lasceradas de pele com cautela.

Leitura recomendada: OLIVEIRA, NML; GAVA, AD; SALVINI ,TF. THE EFFECT OF INTERMITTENT CRYOTHERAPY AND COMPRESSION ON MUSCLE INJURIES IN RATS: A MORPHOMETRIC ANALYSIS Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 11, n. 5, p. 403-10, Sept./Oct. 2007

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