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Obesidade

A obesidade é o acúmulo de gordura em excesso em zonas de tecido adiposo, que pode comprometer a saúde do animal. O animal é considerado obeso quando ultrapassa 15% do peso ótimo, com importante acúmulo de gordura na caixa torácica, abdômen e base da cauda ( em cães), além de uma marcante distensão abdominal. É considerada uma doença nutricional de alta incidência em animais de companhia.

Diversos tipos celulares compõem o tecido adiposo, entre eles os adipócitos propriamente ditos, fibroblastos, macrófagos e células endoteliais. Além do estoque de energia, o tecido adiposo também é responsável pela síntese de adipocinas como a leptina e adiponedtina, que influenciam na ingestão de alimentos e no metabolismo do organismo. A liberação destas substâncias podem levar à resistência insulínica, que agrava o quadro da obesidade.

Na maioria dos casos, a obesidade é causada pelo excesso de alimentação ou exercícios ( gasto calórico ) insuficientes, ou ambos. O fator genético tem grande influência porém alterações hormonais também podem predispor, tais como hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo e a própria castração.

O controle da obesidade deve ser realizado pelo veterinário através da associação de tratamentos. É essencial o diagnóstico da causa da obesidade( distúrbio metabólico, falta atividade ou excesso ingestão) para assim, direcionar o tratamento.

O gasto energético é dividido em três partes, o metabolismo basal ( MB), atividade muscular voluntária e termogênese provocada pela alimentação. A taxa metabólica basal representa 60 a 65% do consumo energético e a atividade muscular voluntária por até 30%.

Para aumentar a taxa metabólica basal é necessário aumentar a massa magra. Os exercícios físicos ajudam nesta parte, aumentando o metabolismo basal e o gasto com a atividade muscular voluntária.

A reabilitação para animais obesos envolve inicialmente exercícios com hidroterapia e natação, para que não haja excesso de impacto e lesões articulares. Caminhadas em esteira aquática e natação com acompanhamento e aumento gradual são imprescindíveis. Da mesma forma, é necessário aumentar a atividade do animal em casa. Instruir o dono a brincar com seu animal , ou que o animal comece a se movimentar em casa, até mesmo com caminhadas leves em pisos rústicos ou grama. A atividade física deve ser diária.

Com o gradual emagrecimento, deve-se aumentar a carga de exercícios em solo com a introdução de esteira seca, exercícios de senta e levanta, obstáculos e caminhadas diárias de 10 a 15 minutos, duas vezes por dia.

A avaliação para incremento dos exercícios deve ser cuidadosa e feita pelo fisiatra, levando em consideração a condição física adquirida e a sobrecarga articular que ainda existe.

É assim essencial o programa de exercícios em um animal obeso, respeitando as limitações e exigindo o máximo possível para aumentar a taxa metabólica e o gasto energético, sempre associado à dieta balanceada.

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