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Estenose degenerativa lombo-sacra

Também nomeada de "Síndrome da Cauda Equina", é resultado de uma estenose adquirida no canal lombo-sacro, que comprime a inervação e vascularização no segmento L7-S1. Por si só, a compressão L7-S1 levaria a sintomas de tônus de cauda, incontinência urinária e fecal, porém, a inflamação crônica, instabilidade e degeneração do canal medular estendem-se cranialmente, o que leva aos sinais de alteração de propriocepção, perda de sensibilidade e consequente paralisia dos membros pélvicos. Em casos mais leves, o sinal clinico inicial é apenas a dor lombo-sacra, evidenciada quando eleva-se a cauda ou realiza-se uma pressão na região.

Dentre os fatores predisponentes ressalta-se idade (idosos), raças médio a grande porte (pastores alemães), peso (obesidade), atividade física (sedentarismo ou atividades que gerem lesões em cães de trabalho), presença de malformações congênitas (vértebra de transição local), hérnias de disco e hipertrofia do ligamento amarelo. O diagnóstico é realizado por radiografia simples, porém recomenda-se a tomografia ou ressonância magnética para diagnóstico diferencial, que envolve neoplasia, traumas, discoespondilite e outras afecções neurológicas que podem ocasionar a paralisia nos membros pélvicos. Após o diagnóstico, o tratamento pode ser cirúrgico, com descompressão cirúrgica em casos avançados ou recidivantes. O manejo conservativo envolve o controle analgésico, e terapias complementares.

Dentro da reabilitação, as técnicas de acupuntura e fisioterapia são recomendadas para a abordagem inicial. A acupuntura promove o estímulo neurológico para controle da dor e da inflamação, além do retorno de funções de micção ou deambulatórias. Já a fisioterapia tem papel essencial para o fortalecimento da região, de forma a estabilizar e promover a prevenção do agravamento do quadro. Em casos onde os sintomas neurológicos iniciaram-se, o treino deambulatório e estímulos ao caminhar, além do fortalecimento dos membros pélvicos, são os focos do trabalho da fisioterapia. Já em pacientes onde a paralisia está instalada com perda de sensibilidade, e a chance de recuperação é menor, a fisioterapia desempenha o papel de manutenção da qualidade de vida do paciente, adaptação à cadeira de rodas quando possível, prevenção de escaras e conservação dos reflexos que ainda estiverem presentes, além da prevenção de lesões secundárias, como hérnias cervicais. Outras terapias podem ser indicadas para complementar o trabalho da fisioterapia e da acupuntura, como a aplicação de ShockWave e de células tronco mesenquimais.

Legenda figura:
Caminhar assistido com suspensor em animal com alteração de Síndrome da Cauda Equina. O uso do acessório deve respeitar o tamanho e colocação adequados, e deve ser utilizado em animais que apresentem reflexos de deambulação. Caso estes não estejam mais presentes, a recomendação é do uso de cadeiras de rodas, que conferem maior suporte e conforto, tanto ao tutor quanto ao animal.

Referências:
Sims, Cory; Waldron, Rennie; Marcellin-Little; Denis J Rehabilitation and Physical Therapy for the Neurologic Veterinary Patient. The Veterinary clinics of North America. Small animal practice. 45. 1: 123-143, 2015
De Risio L; Thomas WB; Sharp NJ Degenerative lumbosacral diseases. Part I Anatomy, pathophysiology ans clinical presentation. Comp Cont Educ 13: 61-69, 1991
Sharp NJH, Wheeler SJ Small Animal Spinal Disorders: Diagnosis and Surgery, 10: 181-209, Elsevier, 2005

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