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Seu cão está com dor? Saiba como identificar os sinais e quais tratamentos indicados para pets

Fisioanimal

Dra. Maira Formenton, Médica Veterinária Fisiatra da Fisionimal.

 

A dor é considerada o quinto sinal vital, depois de temperatura, pulso, pressão e respiração. Cada vez mais esse sintoma tem sido estudado em busca de uma solução. Como sua causa é diversa, seu tratamento também deve ser, englobando técnicas desde psicológicas até farmacêuticas. A fisioterapia é parte importante desta abordagem, principalmente em caso de dores músculo-esqueléticas e secundárias ao câncer.

 

Como identificar?

 

Expressões orais: o cachorro pode uivar, rosnar, gemer, ganir e até latir.  Se o seu pet estiver fazendo mais ruídos que o normal, procure um veterinário. Porém, alguns animais fazem exatamente oposto: ficam mais quietos, encolhidos, não latem como o usual. Conheça o seu pet e o comportamento padrão dele para saber quando estiver alterado, pode ser dor.

Limpeza excessiva de uma parte do corpo: os cachorros podem começar a lamber áreas em que estão sentindo dores numa tentativa de resolver o problema, mesmo que a dor seja interna. Quando a dor é nos olhos, ele pode lamber a própria pata e esfrega a região com ela. Ou seja, se o seu pet estiver se lambendo muito, vá para o veterinário.

Mudança de comportamento: se o seu pet mudou repentinamente os hábitos alimentares, começou a dormir mais ou ficou menos afetuoso é possível que ele esteja sentindo dor.

Mobilidade: quando o cão está com dor ele pode ter dificuldades para movimentos simples como caminhar, sentar ou levantar, fique atento aos movimentos do seu pet!

Esses sinais podem ser combinados e você deve ficar atento a todos eles. Geralmente, o principal alerta que o seu pet está sentindo dor é a mudança no comportamento.

 

Quais são os tipos de dor (dor aguda, crônica e neuropática)?

 

Dor aguda: é definida como aquela decorrente de uma inflamação ou injúria específica, sua duração  se restringe ao tempo de duração da lesão em si. A duração deste período, para que a dor seja classificada como aguda nos pets, é de até 3 meses. Após este período, a dor passa ser considerada e tratada com dor crônica. Como exemplos podemos citar a dor decorrente de um procedimento cirúrgico, como uma osteossíntese ou um trauma.

Dor crônica: Caso a dor tenha uma duração maior que 3 meses, ela passe a ser considerada crônica. Podemos citar como exemplos de dores crônicas a artrose, dores de coluna e lesões crônicas de tendão.

Dor inflamatória: é caracterizada como secundária a uma lesão em que há envolvimento e ativação do sistema imune, podendo ser causada por um processo inflamatório ou infeccioso, por exemplo. A tendência deste tipo de dor é persistir até que o tecido seja reparado. Uma artrite séptica é um exemplo de dor inflamatória.

Dor patológica: pode ocorrer por uma disfunção ou má adaptação do sistema nervoso, através de um processamento e interpretação anormal da dor, Neste caso não há lesão direta, e sim uma alteração pelo próprio sistema nervoso na modulação e interpretação da dor.

Dor neuropática: ocorre por uma direta lesão no sistema nervoso, e muitas vezes, a causa inicial da lesão não está mais presente, sendo assim, é considerada uma disfunção do sistema nervoso central ou periférico. Pode ser dor neuropática: dor crônica em região de coluna que não foi adequadamente tratada, artrose secundária à displasia coxofemoral, ou  até mesmo, sucessivas intervenções cirúrgicas em um local.

 

Como tratar?

 

A fisioterapia é indicada em todos os níveis de dor, de leves a severas, e tem benefícios comprovados quando associada à terapia farmacológica, por reduzir o consumo de analgésicos mesmo em dores intensas como a hérnias cervicais. Quase todos os recursos da fisioterapia, de aparelhos a terapias manuais,  auxiliam direta ou indiretamente no controle da dor. Os mais utilizados são:

Eletroterapia: técnicas que auxiliam o controle da dor e liberam endorfinas, que são analgésicos naturais do próprio organismo.

Laserterapia:  energia luminosa aplicada no local que auxilia no controle da dor e da inflamação.

Termoterapia: aplicação de bolsas de água quente ou frias no local lesionado. Controlam o edema, e podem ajudar a minimizar a inflamação e dor.

Massoterapia: massagem nos tecidos moles, ajuda na liberação de endorfinas e outros mediadores inflamatórios.

Acupuntura: inserção de agulhas em pontos específicos.

Shock Wave: ondas mecânicas controladas que auxiliam no controle da dor.

 

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